Prótese de Joelho

Home / Prótese de Joelho

Artroplastia (colocação de prótese) de joelho

Pacientes com dor que não melhora com tratamento clínico, decorrente da artrose avançada, ou seja, de um processo de degeneração da cartilagem do joelho, podem ser indicados a fazer a cirurgia chamada artroplastia, na qual são colocadas próteses no joelho.

O joelho é formado por três compartimentos: o medial (parte interna do joelho), o lateral (parte externa do joelho) e o patelo-femoral (parte da frente do joelho). As artroplastias podem substituir um ou, mais frequentemente, os três compartimentos com a colocação de próteses nos espaços onde os ossos estão desgastados.

Quem precisa colocar prótese?

As próteses são indicadas aos pacientes com dor intensa decorrente de artrose e que não melhora com tratamento não cirúrgico, mas que querem manter uma vida relativamente ativa, fazendo caminhadas, saindo para passear, ir a restaurantes ou participar de atividades recreativas com um mínimo de dor.

Não existe um momento exato para se determinar que está na hora de substituir o tratamento não cirúrgico pelo cirúrgico, no qual a prótese passa a ser indicada; mesmo pacientes com artrose grave podem eventualmente manter uma vida bastante ativa e com dor razoavelmente controlada, e nesses casos não há porque indicar uma prótese.

A indicação, portanto, deve ser feita de forma individualizada e deve considerar a queixa clínica do paciente, seus exames e os tratamentos previamente realizados. É importante que o ortopedista especialista em joelho certifique-se de que as opções de tratamento não cirúrgico já tenham sido adequadamente exploradas, mas a decisão final deve envolver tanto o médico como o paciente e sua família.

Como são feitas as próteses?

A artroplastia de joelho foi realizada pela primeira vez em 1968, e desde então as melhorias nas técnicas, no desenho e nos materiais de fabricação dos implantes cirúrgicos vêm progressivamente aumentando sua efetividade.

Atualmente, a maior parte das próteses é feita com componentes femoral e tibial produzidos com uma liga metálica de cromo-cobalto, além de um espaçador de polietileno colocado entre estes componentes. A substituição da cartilagem da patela (rótula) pode ou não ser realizada.

Há cinco etapas básicas no procedimento de artroplastia do joelho:

• Acesso cirúrgico: geralmente por meio de uma incisão na parte da frente do joelho.
• Preparação do osso: as superfícies de cartilagem nas extremidades do fêmur e da tíbia são retiradas junto com uma pequena porção do osso.
• Posicionamento dos implantes metálicos: a cartilagem e o osso retirados são substituídos por componentes metálicos que recriam a superfície da articulação. Essas partes metálicas podem ser fixadas no osso por cimentação ou pressão.
• Substituição da patela: pode ou não ser feita, dependendo do caso.
• Inserção do espaçador de polietileno.

RESULTADOS DA PRÓTESE DO JOELHO

A cirurgia para a colocação de prótese no joelho tem como objetivos principais a melhora da dor, do arco de movimento, da estabilidade e, por fim, melhora da capacidade funcional para participação nas atividades do dia a dia, trabalho e atividades recreativas.

Os resultados são surpreendentes para a maior parte dos pacientes que sofrem com artrose avançada no joelho, com melhora significativa em aproximadamente 80% deles.

Ainda assim, a cirurgia está longe de deixar o joelho normal, e um estudo realizado com pacientes dois anos após a cirurgia demostrou que os pacientes subestimaram o tempo de recuperação, que 85% acreditavam que ficariam completamente sem dor, o que ocorreu em apenas 43% dos casos e que 52% pensavam que não haveria limitação funcional para as atividades usuais, enquanto isso se concretizou em apenas 20%.

Ainda assim, estudos demonstram que dois anos após a cirurgia, entre 80 e 85% dos pacientes estão satisfeitos com a cirurgia realizada.

DOR PÓS PROTESE

Apesar dos bons resultados para a maior parte dos pacientes, aproximadamente 20% persistem com dor significativa após a cirurgia mesmo sem uma explicação clara para a dor: o joelho pode ter um arco de movimento bom, uma avaliação objetiva perfeita, radiografias demostrando boa posição dos implantes e, ainda assim, o paciente continua com dor.

Diversos fatores podem estar associados a estas dores, que não devem ser consideradas “sem explicação” até que uma extensa investigação tenha sido realizada. A avaliação deve ser feita de uma maneira sistematizada, devendo-se abordar quatro pontos importantes: avaliação clínica, investigação laboratorial, avaliação por imagens e análise microbiológica.

O tratamento só deve ser instituído após a completa investigação, uma vez que a troca da prótese sem um diagnóstico preciso da causa da dor será bem sucedida em apenas 17% dos casos.

Mobilidade do joelho

A obtenção de um bom arco de movimento após a colocação da prótese é crucial para o sucesso da cirurgia. É preciso dobrar o joelho 65º para caminhar sem mancar, 75º para subir escadas, 85º para descer escadas. Com 90º, o paciente é capaz de realizar a maior parte das atividades diárias de forma minimamente satisfatória, mas quanto mais próximo do normal for a mobilidade do joelho, melhor será o resultado funcional da cirurgia.

A artrose avançada faz com que o joelho perca movimento, mas outros fatores como encurtamentos musculares e retrações capsulares ou ligamentares também contribuem para a rigidez e não costumam ser completamente corrigidos com a cirurgia.

A mobilidade pós-operatória tem relação direta com a mobilidade apresentada antes da cirurgia, e pacientes com maior rigidez devem ser alertados de que a prótese não deixará o movimento normal.

Melhora funcional

A artrose faz com que o paciente apresente dor cada vez mais intensa e piora progressiva na capacidade de realizar as atividades corriqueiras.

A realização da prótese permite recuperar parte desta função na maior parte dos pacientes, ainda que não deixe o joelho normal.

Ainda que o retorno para atividades como a caminhada, sentar-se e levantar-se, subir escadas ou mesmo a prática de esportes como a bicicleta, a musculação ou atividades aquáticas sejam satisfatoriamente reassumidas por grande parte dos pacientes, atividades mais intensas, que exijam maior equilíbrio ou destreza do joelho apresentam menores índices de retorno.

Alinhar as expectativas de melhora do paciente com as expectativas do cirurgião é importante, já que uma das principais causas de insatisfação após a cirurgia é uma expectativa irrealista de melhora.

Durabilidade da prótese

A durabilidade da prótese tem sido cada vez maior, com estudos atuais demonstrando necessidade de substituição da prótese em 5 a 8% dos pacientes 10 anos após a cirurgia, frente a 10 a 30% de substituição no mesmo período em estudos realizados na década de 1990.

Esta melhora decorre do desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas e, principalmente, na melhora da qualidade dos implantes, o que tem levado a menor desgaste do polietileno e menor índice de soltura da prótese.

Atualmente, acredita-se que aproximadamente 10% das pessoas terão indicação para colocar uma prótese de joelho ao longo da vida, e que 85% das próteses colocadas não necessitarão mais serem trocadas. Frente a estes bons resultados, a indicação cirúrgica tem sido expandida para pacientes mais jovens e ativos, o que volta a aumentar a preocupação com o desgaste.

Enquanto apenas 2% dos pacientes maiores de 75 anos precisam trocar a prótese em um período de 10 anos, 15% daqueles menores de 55 anos precisarão realizar a troca neste período.

Quer saber mais ?

WhatsApp chat