Dor do crescimento

Quando um adulto realiza mais atividades físicas do que seu corpo está acostumado ou mesmo preparado, é provável que ele sinta dor muscular no dia seguinte. Muitas vezes, os pais esquecem que o mesmo pode acontecer com as crianças. Entre os 3 e os 8 anos de idade, é comum uma criança apresentar dor após um dia de atividades intensas, como um dia no clube, uma festa ou um passeio no parque. Em geral, a dor é sentida quando o corpo esfria, ao chegar em casa, no final da tarde ou período noturno. Em alguns casos, a criança acorda no meio da noite reclamando da dor.

Dor do Crescimento

A dor crescimento pode acometer um ou ambos os membros inferiores e tem caráter intermitente, ou seja, terá dias com dor e dias sem dor, sendo que os dias dolorosos ocorrem mais frequentemente em dias de intensas atividades. Como regra geral a criança reclama da dor duas ou três vezes na semana. A dor é localizada nos músculos, sendo menos comum nas articulações (quadril, joelho ou tornozelo). O estado geral da criança é bom, não sendo observado edema, vermelhidão ou febre e a mobilidade do joelho é normal. Algumas crianças referem também dor abdominal ou dor de cabeça.

Dor do Crescimento

Quando solicitados, os exames laboratoriais são normais. Não há testes clínicos ou de imagem que confirmem o diagnóstico, de forma que o diagnóstico deve ser feito com base na história e exame físico da criança. O diagnóstico deve ser de exclusão, descartando-se outras causas para a dor. Os pais devem ficar atentos a alguns sinais de alerta que deverão fazê-lo procurar atendimento médico:

  • Dor que acontece em todos os dias
  • dor com a movimentação da articulação (joelho, quadris ou pés). Vale considerar que muitas vezes a criança reclama de dor no joelho, mas no fundo demonstra dor na perna (abaixo do joelho) e não tem piora da dor com a movimentação da articulação.
  • Inchaço, vermelhidão ou aumento da temperatura no local
  • Sinais de mau estado geral ou febre.

O tratamento nos dias de dor pode ser feito com o uso de medicações analgésicas ou anti-inflamatórias, uso de compressas mornas e massagem manual suave. A presença dos pais prestando apoio psicológico e afetivo com um bom suporte emocional também contribui para a melhora da dor.

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