Lesões do Ligamento Cruzado Anterior em Crianças

Home / Lesões do Ligamento Cruzado Anterior em Crianças

Lesões do LCA em Crianças

Veja no vídeo as explicações do Dr João Hollanda a respeito de Lesões do Ligamento Cruzado Anterior em Crianças:

 

Tradicionalmente, quando uma criança machucava o Ligamento Cruzado Anterior, (LCA) a cirurgia era protelada até a maturidade esquelética do paciente. Nas meninas,
ela ocorre entre os 12-13 anos e, nos meninos, entre os 14-15 anos. A justificativa para tal era o risco de a criança desenvolver problemas com o crescimento da perna. A preocupação baseia-se no fato de que, na cirurgia, são feitos túneis ósseos para a passagem do novo ligamento. Nas crianças, esses túneis cruzam a fise, estrutura responsável pelo crescimento dos ossos.

Adiar a cirurgia é mesmo uma boa alternativa?

Não. Infelizmente, percebeu-se que adiar a cirurgia até a maturidade esquelética não é uma boa solução. O risco de lesões no menisco é duas vezes maior quando a cirurgia é
protelada por 5 a 12 meses, e quatro vezes maior após um ano. Há ainda o risco de lesões na cartilagem articular e tudo isso com um prognóstico ruim para o futuro da
criança.

A cirurgia traz problemas relacionados ao crescimento das crianças?

Na prática, esse risco é bastante reduzido. Já o risco de lesões associadas ao tratamento não cirúrgico é elevado. Em geral, a tendência é de se indicar a cirurgia
precocemente após a lesão. Seja como for, o tratamento deve sempre ser discutido caso a caso com o ortopedista especialista em joelho.

Como é a técnica cirúrgica?

A reconstrução do LCA em crianças pode ser realizada com diferentes técnicas. As principais delas são a transfisária, bem parecida com o que é realizado em adultos, e a
extra-articular, não anatômica. As técnicas não anatômicas, desenvolvidas para evitar a violação da fise de crescimento, apresentam resultados pouco satisfatórios a longo
prazo.

Como é feita a escolha da técnica cirúrgica?

A escolha da técnica depende do estágio de desenvolvimento esquelético da criança. Para isso, a principal referência é a escala de Tunner. Ela varia de 1 a 4 e baseia-se em
características sexuais, como o tamanho das mamas, os órgãos genitais, o volume dos testículos e o desenvolvimento de pelos pubianos e axilares.

Nos estágios 3 e 4 de Tunner, os pacientes têm risco bastante reduzido de apresentarem deformidades ósseas. Quando elas ocorrem, tendem a ser pouco significativas e passíveis de correção. Felizmente, a grande maioria das lesões de ligamento em atletas mirins envolve crianças nesses estágios da escala de Tunner. Já os pacientes nos estágios 1 e 2 têm baixo risco de deformidades, mas, quando elas ocorrem as consequências podem ser bastante ruins. Por isso, uma opção razoável é realizar a cirurgia extra-articular (não anatômica).

Ainda que o risco de falha seja maior, a lesão poderá ser reabordada futuramente, quando os riscos de problemas ligados ao crescimento ósseo já serão menores.

A lesão do Ligamento Cruzado Anterior é a principal causa de indicação cirúrgica entre atletas. Você pode conhecer mais sobre ela a partir da leitura dos artigos sugeridos
abaixo:

Lesões do Ligamento Cruzado Anterior em Mulheres
Reabilitação – Ligamento Cruzado Anterior
Falha da Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior
Prevenção da Lesão do Ligamento Cruzado Anterior
Lesão Parcial do Ligamento Cruzado Anterior

WhatsApp chat