Sarcopenia

A sarcopenia caracteriza-se pela perda generalizada da massa muscular, bem como da força ou função da musculatura, associada ao envelhecimento e imobilismo. Não existe uma definição clara de qual a quantidade de musculatura que precisa ser perdida para caracterizar a sarcopenia, e diferentes estudos usam diferentes definições. Até por isso, fica difícil estimar a incidência da doença na população.

Como regra geral, podemos dizer que é necessário que se tenha uma perda significativa no desempenho físico e uma limitação para a realização de atividades diárias básicas, como caminhar, subir escadas ou carregar objetos, e que estas limitações estejam diretamente relacionadas à perda da musculatura. A sarcopenia é um fator de fragilidade e leva a um aumento no risco de quedas e fraturas em idosos.

Se, por um lado, a obesidade é amplamente discutida nos meios médicos e facilmente reconhecida pela população, a sarcopenia muitas vezes ocorre de forma silenciosa e apenas recentemente tem recebido maior atenção da comunidade médica. A perda de musculatura pode ser difícil de detectar devido à obesidade, alterações na massa gorda ou edema.

Causas da sarcopenia

O desenvolvimento da sarcopenia é determinado por dois fatores: a quantidade máxima de massa muscular que se atinge na juventude e a taxa na qual a musculara diminui.

Do momento em que nascemos até aproximadamente os 30 anos, a tendência é que os músculos cresçam e fiquem cada vez mais fortes. Pessoas fisicamente ativas na juventude tendem a atingir um maior pico de massa muscular, de forma que apresentam menor risco para sarcopenia no futuro.

A partir dos 30 anos há uma perda progressiva da massa e da função da musculatura. Pessoas fisicamente inativas perdem de 3% a 5% de sua massa muscular a cada década a partir desta idade. Para pessoas ativas, também há uma tendência de perda, porém em um ritmo menor.

O sedentarismo é, sem dúvidas, a principal causa para a sarcopenia, mas outros fatores devem ser levados em consideração:

• Deficiências hormonais, principalmente da testosterona;

• Baixa ingesta calórica, forçando o corpo a utilizar-se das proteínas pra a produção de energia;

• Degradação neurológica, com redução da transmissão dos sinais cerebrais que levam à contração da musculatura;

• Doenças crônicas como o diabetes.

Tratamentos da sarcopenia

O principal tratamento para a sarcopenia é o exercício, especificamente o treino de resistência ou força. Os treinos de fortalecimento e preparação física devem ser progressivos e sempre respeitando o grau de deficiência muscular para não sobrecarregar as articulações.

Recentemente, terapias de reposição hormonal têm demonstrado resultados satisfatórios em casos com deficiência comprovada, principalmente com a testosterona. O suporte nutricional e o eventual uso de suplementos pode ser indicado caso se verifique alguma deficiência que não possa ser adequadamente suprida pela alimentação regular. 

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