Órteses para Ligamento Cruzado Posterior

As órteses para Ligamento Cruzado Posterior são indicadas tanto no início do tratamento não cirúrgico como no período pós-operatório inicial. O Ligamento Cruzado Posterior normal tem a função de impedir o deslocamento posterior da tíbia (osso da perna) em relação ao fêmur (osso da coxa). Após a lesão, a tração da musculatura posterior da coxa (isquiotibiais) e a ação da força da gravidade (principalmente quando deitado com a barriga para cima) fará com que este movimento anormal aconteça. O deslocamento posterior da tíbia provoca um aumento da sobrecarga principalmente nos compartimentos patelofemoral e medial, podendo levar à dor e, a longo prazo, artrose no joelho.

A órtese tem por objetivo, desta forma, “substituir” temporariamente a função do ligamento rompido, impedindo a posteriorização da tíbia e criando as condições ideais para que o ligamento ou enxerto em cicatrização não se alonge.

Existem no mercado diferentes tipos de órteses, com graus variados de sofisticação e complexidade, mas o princípio de aplicar uma força direcionada anteriormente à tíbia, próximo ao joelho, permanece consistente. Estas órteses são capazes de controlar a translação tibial ântero-posterior e até os movimentos laterals relativamente bem. Os movimentos torcionais, pelo contrário, não são bem controlados, de forma que elas não são indicadas para pacientes com lesões associadas do canto posterolateral ou de outros estabilizadores da rotação do joelho.

Os aparelhos devem ser usados ​​para deambulação, bem como durante os exercícios de reabilitação e para dormir, até que os estágios iniciais da cura estejam completos; no início, deverão ser utilizados inclusive durante a noite. Conforto e facilidade de uso devem ser sempre levados em consideração na escolha da órtese.

Independentemente da força e sofisticação do aparelho, para exercer a sua função a órtese não deve nem ficar “frouxa”, situação em que não será capaz de prover a estabilidade necessária, nem excessivamente apertada, para não comprometer a circulação e a drenagem linfática. O ajuste precisa ser perfeito. Mais do que qualquer outro imobilizador para o joelho, a qualidade da órtese para Ligamento Cruzado Posterior é fundamental para o sucesso do tratamento, seja ele cirúrgico ou não cirúrgico.

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