Menopausa

Atividade física na menopausa

O que é o climatério e a menopausa?

Climatério é o período em que a produção dos hormônios sexuais femininos diminui. Tem início por volta dos 40 anos e pode se estender até os 65 anos de idade.

Entretanto, em algumas mulheres essa fase pode ter início precoce, quando se inicia por volta dos 30 anos, ou tardia, ao redor dos 50 anos de idade. Já a menopausa se caracteriza pelo fim dos ciclos menstruais, sendo diagnosticada quando a mulher fica 12 meses sem menstruar. A menopausa acontece, em média, aos 51 anos nos Estados Unidos. Será considerada precoce quando ocorrer antes dos 45 anos, ou tardia quando ocorrer após os 55 anos.

Sintomas

Nos meses ou anos que antecedem a menopausa, variações nos ciclos menstruais são comuns, ainda que variáveis de mulher para mulher. A maior parte das mulheres apresentam alguma irregularidade em seus períodos antes que eles terminem. Frequentemente, os períodos menstruais pulam um mês e retornam, ou pulam vários meses, para depois retornarem novamente por alguns meses. Apesar de períodos irregulares, a gravidez ainda é possível.

Os hormônios sexuais femininos também possuem diversas funções no organismo além da reprodução propriamente dita. Assim, as alterações hormonais podem levar ao aparecimento de diversos sinais e sintomas, como secura vaginal, ondas de calor, arrepios, suor noturno, problemas de sono, mudança de humor, ganho de peso, queda de cabelo e pele seca.

Terapia de reposição hormonal

A reposição hormonal visa oferecer à mulher medicamentos contendo hormônios femininos para substituir aqueles que o corpo deixa de produzir naturalmente após a menopausa.

A reposição destes hormônios é o tratamento mais eficaz para tratar os sintomas da menopausa:

  • Alivia os sintomas vaginais, como secura, coceira, queimação e desconforto com a relação sexual;
  • Reduz o risco de câncer de cólon;
  • Reduz o risco de doenças cardíacas quando tomado nos primeiros anos da pós-menopausa;
  • Protege a mulher contra a osteoporose e as fraturas decorrentes da osteoporose.

A reposição hormonal pode ser feita de forma sistêmica, com os hormônios agindo sobre todo o corpo, ou por meio de preparações vaginais de baixa dose, com efeito majoritariamente local. Ela pode ser feita na forma de pílulas, adesivos para pele, gel, creme ou spray. Já a reposição vaginal é adequada para tratar os sintomas vaginais e alguns sintomas urinários, minimizando a ação sobre o restante do organismo.

Quais são os riscos da terapia hormonal?

Juntamente com os benefícios, existem riscos associados à terapia hormonal. Esses riscos dependem de alguns fatores, incluindo o tipo de terapia hormonal, a dose e quanto tempo o medicamento é tomado. Para melhores resultados, a terapia hormonal deve ser adaptada a cada pessoa e reavaliada de tempos em tempos para garantir que seus benefícios ainda superem os riscos.

Entre os riscos associados à reposição hormonal, incluem-se um maior risco para doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC), trombose e câncer de mama. Pacientes com risco elevado para estas doenças não devem fazer a reposição hormonal.

Quando é recomendada a reposição hormonal na menopausa?

A reposição hormonal deve ser decidida caso a caso com base nos eventuais riscos e benefícios. Os benefícios da terapia hormonal podem superar os riscos em mulheres sem fatores de risco significativos, nas seguintes situações:

  • Presença de ondas de calor moderadas a graves ou outros sintomas da menopausa que estejam impactando na qualidade de vida da mulher;
  • Perda significativa de massa óssea sem resposta adequada a outras formas de tratamento;
  • Menopausa precoce (antes dos 40 anos) ou perda da função ovariana antes dos 40 anos (insuficiência ovariana prematura);

Sintomas de Parkinson, ansiedade ou depressão

Mulheres com menopausa após os 45 anos e com poucos sintomas relacionadas ao período geralmente não precisam de terapia hormonal para se manterem saudáveis. Além disso, mesmo na presença dos sintomas acima, mulheres que já tiveram câncer de mama, câncer de ovário, câncer de endométrio, coágulos sanguíneos nas pernas ou pulmões, acidente vascular cerebral ou doenças hepáticas geralmente não devem fazer terapia hormonal.

Atividade física na menopausa

A atividade física regular é crucial para as mulheres que enfrentam a menopausa, por diversos motivos:

  • Mulheres na menopausa tendem a ganhar peso, com ganho de gordura abdominal e perda massa muscular;
  • A atividade física é importante tanto para minimizar a perda de musculatura como para evitar o acúmulo de gordura;
  • Ao minimizar o ganho de peso e o acúmulo de gordura, a atividade física previne a mulher de diversas outras doenças, como as doenças cardiovasculares e o diabetes tipo 2;
  • O exercício pode diminuir a perda óssea após a menopausa, o que diminui o risco de osteoporose e fraturas;
  • Adultos fisicamente ativos têm menor risco de depressão e declínio cognitivo.

Quais são as melhores atividades físicas após a menopausa?

Para a maioria das mulheres saudáveis, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma combinação de exercícios aeróbicos, exercícios para fortalecimento muscular, alongamento e exercícios de equilíbrio:

  • Atividades aeróbicas (caminhada rápida, corrida, ciclismo, natação ou hidroginástica) são recomendadas em nível moderado por pelo menos 150 minutos por semana ou vigorosas por pelo menos 75 minutos por semana;
  • Exercícios para ganho de força são recomendados pelo menos duas vezes por semana;
  • O alongamento pode ajudar a melhorar a flexibilidade. Devem ser feitos idealmente na parte final de cada treino, quando seus músculos estiverem quentes e receptivos ao alongamento;
  • Estabilidade e equilíbrio. Exercícios de equilíbrio melhoram a estabilidade e podem ajudar a prevenir quedas.
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