Meniscectomia

A meniscectomia consiste na retirada da parte do menisco que está rompida. É indicada geralmente nas seguintes situações:

  • Lesões Instáveis de aspecto degenerativo. As lesões degenerativas apresentam tecido de pior qualidade, onde a fixação dos pontos tende a ser mais deficiente, além de apresentarem pior vascularização e pior condição de cicatrização. Vale lembrar que as lesões degenerativas estáveis não devem ter indicação cirúrgica.
  • Lesões próximas à margem livre do menisco (área branca). Nestas lesões, a vascularização é ruim, dificultando a cicatrização da lesão. Além disso, a quantidade de menisco retirado é menor, de forma que todo o restante do menisco permanecerá exercendo sua função.

Até recentemente, a indicação para a meniscectomia era bem mais ampla e infelizmente este procedimento ainda tem sido realizado além do que deveria. Ainda que a recuperação após a cirurgia seja mais simples quando comparado com a sutura do menisco e permita um retorno à rotina diária (inclusive esportiva) de forma bastante precoce, o resultado a longo prazo é muito mais incerto.

Pós-operatório

O paciente retorna para casa no mesmo dia da cirurgia e deve iniciar a reabilitação de imediato. A mobilização e o apoio de peso são permitidos conforme tolerado pelo paciente. O uso de muletas é indicado nos primeiros dias, mas será retirada assim que o paciente se sentir apto para tal. O uso de gelo e medicações anti-inflamatórias são indicados para a melhora da dor e do edema, e exercícios de força são permitidos assim que tolerado. No caso de atletas, o retorno esportivo é permitido precocemente, em alguns casos em menos de um mês.

Pacientes com lesões de aspecto mais degenerativo e que convivem muito tempo com a dor antes de realizar a cirurgia frequentemente apresentam fraqueza e desequilíbrio muscular significativo, os quais devem ser trabalhados assim que a dor, a mobilidade e o inchaço permitirem.

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