Cuidados com a cicatriz cirúrgica

Cuidados com a cicatriz cirúrgica

A preocupação com a cicatriz após uma cirurgia no joelho é comum principalmente entre as mulheres, que não terão a ferida coberta por pelos. Infelizmente, porém, os cuidados com a ferida operatória são muitas vezes negligenciados pelas equipes médicas, que não orientam os pacientes em como prevenir problemas de cicatrização como queloides ou cicatrizes hipertróficas bem como as possibilidades de tratamento quando isso acontece. Vale considerar aqui que as cirurgias no joelho, por sí só, já não favorecem muito a cicatrização da ferida. Isso porque as cirurgias no joelho como regra geral exigem mobilização precoce para recuperação da função, o que pode atrapalhar na cicatrização.

Cuidados pré-operatórios

  • A aplicação de cremes hidratantes pode ajudar a manter as propriedades elásticas da pele, favorecendo a cicatrização no pós-operatório

Cuidados intra-operatórios:

  • A equipe médica deve evitar uma tensão excessiva sobre a pele. Em alguns momentos da cirurgia, são utilizados afastadores para que se possa visualizar as estruturas abaixo da pele, e quando se coloca muita tensão nestes afastadores a pele pode apresentar sofrimento após a cirurgia.
  • Durante o fechamento da ferida, é necessário que se tenha bastante cuidado para o fechamento das estruturas abaixo da pele. Isso permitirá que a pele seja fechada com um mínimo de tensão.

Cuidados pós operatórios:

  • Manter a ferida limpa e seca.
  • Aplicar gel de silicone (Kelo-cote) sobre a cicatriz, a partir do momento em que a ferida esteja totalmente epitelizada, cerca de duas semanas após a cirurgia.
  • Não expor a ferida ao sol nos três primeiros meses de pós-operatório e usar sempre protetor solar até o sexto mês.
  • Métodos como massagem da cicatriz, pressão local, uso de esparadrapo microporoso e vitamina E são descritos na prevenção de queloide, mas sem comprovação de eficácia.

Cicatriz hipertrófica

A cicatriz hipertrófica é uma cicatriz que fica elevada em relação ao restante da pele, como consequência da formação excessiva e desordenada de colágeno. O colágeno é também responsável pela coloração arroxeada e coceira que frequentemente incomodam os pacientes. Ao contrário dos queloides, porém, a cicatriz hipertrófica fica limitada ao local da lesão.

Tratamento

O tratamento da cicatriz hipertrófica é feito geralmente pelo dermatologista ou cirurgião plástico, podendo o tratamento ser não cirúrgico ou cirúrgico. Tratamento não cirúrgico

  • laser: Remoção do tecido indesejado e da pele danificada por uma luz de alta energia.
  • peeling de cristal: Tratamento que promove a esfoliação da cicatriz pela aplicação de microcristais de óxido de alumínio. Esse procedimento desencadeia uma inflamação aguda localizada, o que faz com que os fibroblastos produzam colágeno para a regeneração da pele.
  • dermoabrasão: lixamento da pele para correção de alterações da sua superfície, como cicatrizes ou asperezas.
  • Infiltração com triancinolona: A partir de dois a três meses após a cirurgia, a injeção de triancinolona (um potente corticoide) na cicatriz pode reduzir o inchaço e inibir a hiperprodução de colágeno, fazendo com que a cicatriz fique mais plana e apresente, gradualmente, uma coloração mais similar à pele. Infelizmente, a aplicação tende a ser dolorosa e pode ser necessária mais de uma sessão para que o resultado final seja atingido.

Tratamento cirúrgico:

Remoção cirúrgica da cicatriz indesejada, seguidos dos cuidados preventivos descritos acima para evitar a formação de uma nova cicatriz hipertrófica.

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