Pós Operatório – Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior

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O pós operatório da cirurgia de Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior é de extrema importância para o resultado final da cirurgia. O paciente deve seguir em acompanhamento tanto com o médico responsável como com um fisioterapeuta do inicio até o final de sua reabilitação.

• Período de Internação: Como regra geral o paciente fica internado por uma noite após a cirurgia. O objetivo principal durante a internação é o controle da dor.

• Durante a internação e nos primeiros dias após a cirurgia é importante que se movimente o tornozelo frequentemente, para estimular a circulação sanguínea.

• Enfaixamento: O paciente Sai do Centro Cirúrgico com um enfaixamento ao redor do joelho que vai da coxa próximo ao quadril até a perna próximo ao tornozelo. O enfaixamento é retirado um ou dois dias após a cirurgia.

• Gelo: pode ser utilizado a cada 2 horas por 20 minutos para diminuir a dor e o processo inflamatório, assim que for retirado o enfaixamento do joelho.

• Hematomas – áreas roxas na perna, principalmente na parte de trás da coxa,  pode acontecer e não indica nenhum problema. Isso ocorre devido a um sangramento no local de retirada dos enxertos, sendo que o roxo aparece alguns dias após a cirurgia, devido ao processo de reabsorção deste sangue. Pode inclusive se estender para além do local da incisão cirúrgica.

• Posicionamento do joelho: O joelho deve permanecer esticado a maior parte do tempo. Colocar almofadas ou travesseiros em baixo do joelho pode relaxar a cápsula e trazer conforto temporário, porém isso favorecerá a contratura da cápsula posterior, o que dificultará a reabilitação e prejudicará a caminhada.

• Prevenção da trombose: Deve ser discutida caso a caso. Deve-se avaliar os fatores de risco para trombose, como histórico familiar ou pessoal de trombose, fumo, doenças associadas como diabetes e certos tipos de medicamentos, principalmente o uso de pílulas anti-concepcionais. O fator mais importante na prevenção da trombose após a cirurgia é a mobilização precoce, que deve ser iniciada já no dia da cirurgia. Inicialmente deve-se movimentar regularmente o tornozelo, simulando o movimento de acelerar e desacelerar o carro. Meias elásticas e mecanismos de compressão intermitente também podem ser indicados. Em relação a prevenção medicamentosa da trombose é preciso que se avalie os riscos e benefícios individualmente.

• Apoio do membro / muletas: A partir do momento em que o paciente está recuperado da anestesia ele já poderá movimentar o joelho e dar apoio no membro operado conforme tolerado. Inicialmente isso deve ser feito sob a orientação do médico ou fisioterapeuta. Realizar treino para andar com muletas antes da cirurgia pode ajudar a entender melhor como deve ser feito o uso delas no pós operatório.

• Inicialmente, parte do peso deve ser colocado na perna operada e parte nas muletas. Conforme o paciente vai se sentindo mais a vontade, o peso vai progressivamente sendo transferido mais para as pernas e menos para as muletas. O paciente poderá largar as muletas no momento em que estiver confortável com o apoio total na perna operada, o que ocorre geralmente entre 1 e 3 semanas após a cirurgia.

• Ficar sem mexer a perna e sem apoiar a mesma no chão com o intuito de evitar problemas com a cirurgia não é uma boa estratégia. Existem evidências mais do que suficientes de que o apoio não irá prejudicar a cirurgia. Pelo contrário, a falta de mobilização aumenta a perda de massa muscular, faz com que a recuperação do movimento seja retardada e o resultado final seja pior. É importante compreender, porém, que não adianta largar as muletas precocemente e ficar mancando; isso fará com que os joelhos sejam sobrecarregados e a recuperação se atrase. Acelerar demais, principalmente nas duas primeiras semanas, também pode ser prejudicial.

• É esperado que o paciente seja capaz de andar sem muletas, por pequenas distancias e em locais protegidos, aproximadamente 1 mês após a cirurgia. Após 2 meses estará realizando a maior parte das atividades do dia a dia, exceto aquelas com maior demanda física.

• O período entre 2 e 3 meses após a cirurgia é crucial que se siga as orientações do médico e do fisioterapeuta. É um período em que o paciente já se sente bem com o joelho e quer fazer cada vez mais atividades mas que, ao mesmo tempo, o enxerto ainda não estará forte o suficiente para isso.

• Dirigir carros: Quando o joelho operado for o esquerdo, o paciente poderá dirigir carros automáticos a partir da segunda semana e mecânicos a partir da quarta semana. No caso do joelho direito, deve-se dirigir apenas após a sexta semana. O ato de dirigir antes deste período não irá prejudicar a cirurgia, porém a reação do paciente pode ser retardada colocando o mesmo em risco de acidentes.

• Retorno ao trabalho: Depende da atividade profissional de cada pessoa e deve ser discutido com o médico.

• Retorno ao esporte: Esportes sem contato são introduzidos a partir do quarto mês pós e esportes de contato a partir do sexto mês, mas isso após uma avaliação médica cuidadosa certificando-se de que o paciente encontra-se com a musculatura bem equilibrada. Não é incomum que o paciente só venha a estar pronto para estas atividades após nove ou dez meses da cirurgia, o que depende de fatores como as condições do joelho antes da cirurgia, a intensidade e qualidade da fisioterapia no pós operatório e a resposta individual ao procedimento.

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