Pós Operatório – Prótese Total de Joelho

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Durante a internação:

• Período de internação: Após a cirurgia de prótese do joelho o paciente fica aproximadamente 3 ou 4 noites internado, sendo que a primeira noite poderá ser passada na UTI, para melhor monitorização cardiológica, da perda sanguínea e da pressão arterial. Esta decisão deve ser feita em conjunto pelo cirurgião e pelo anestesista. Caso o paciente encontre-se estável, após a primeira noite receberá alta para o quarto, onde usualmente ficará mais 2 a 3 noites.

• Durante a internação os cuidados estão voltados para o controle da dor, prevenção da trombose, prevenção de infecções e controle da perda sanguínea e da função cardiovascular, a qual pode ser afetada por esta perda sanguínea. Além disso, o paciente irá iniciar a fisioterapia com o objetivo de recuperar as funções básicas da vida diária.

• Como regra geral, o paciente senta-se no primeiro dia e levanta-se já no segundo dia após a cirurgia, sempre com o auxilio de um andador.

• Prevenção de trombose: A prevenção da trombose deve ser discutida caso a caso. Deve-se avaliar os fatores de risco para trombose, como histórico familiar ou pessoal de trombose, fumo, doenças associadas como diabetes e certos tipos de medicamentos. O fator mais importante é a mobilização precoce, que deve ser iniciada já no dia da cirurgia. Deve-se também movimentar regularmente o tornozelo, simulando o movimento de acelerar e desacelerar o carro. Meias elásticas e mecanismos de compressão intermitente também são indicados. Em relação a prevenção medicamentosa da trombose é preciso que se avalie os riscos e benefícios para decidir a melhor medicação em cada caso.

• Gelo: Pode ser utilizado a cada 2 horas por 20 minutos para diminuir a dor e o processo inflamatório.

• O paciente deve manter o joelho esticado a maior parte do tempo. Colocar almofadas ou travesseiros em baixo do joelho pode relaxar a cápsula e trazer conforto temporário, porém isso favorecerá a contratura da cápsula posterior, o que dificultará a reabilitação e prejudicará a caminhada.

• Ida ao banheiro é permitida, desde que o paciente tenha segurança para o deslocamento com o andador. Geralmente no dia da cirurgia o paciente acaba não indo ao banheiro sozinho, somente com auxílio da enfermagem.

• Em alguns casos pode ser colocado um dreno no joelho para evitar o acúmulo do sangue remanescente da cirurgia, e o dreno deverá ser retirado entre 24 e 48 horas após a cirurgia. Caso não seja utilizado dreno e o joelho fique bastante inchado, pode ser indicada uma punção de alivio para retirada deste sangue.

Cuidados após a alta hospitalar

• Preparo domiciliar: A casa deverá estar preparada para receber o paciente. Deve-se tomar medidas para prevenção de quedas, como a retirada de tapetes e outros objetos em que se possa tropeçar e a colocação de apoio junto aos assentos sanitários e chuveiro. O paciente não será capaz de subir e descer escadas regularmente por aproximadamente 2 meses, e no período inicial irá necessitar de acompanhante continuamente.

• Curativo: O paciente sairá do hospital com um curativo impermeável. Este curativo deverá permanecer fechado até o retorno com o médico, aproximadamente 10 dias após a cirurgia. Este curativo pode ser molhado e não necessita de cuidados especiais no banho.

• Fisioterapia: O paciente deverá manter a fisioterapia neste período, com o objetivo principal de ganho de mobilidade e treino de marcha. Uma vez que o paciente ainda apresenta dificuldade para deslocamentos, a fisioterapia domiciliar pode ser mais adequada.

• Andador: geralmente utiliza-se de auxílio para andar por 1 a 2 meses, mas isso é bastante variável e depende principalmente de como está a musculatura e o estado geral do paciente antes da cirurgia. Estando o paciente confortável e seguro, o mesmo pode andar sem auxílio do andador. É permitido pisar com apoio total com o auxílio do andador desde o segundo dia após cirurgia.

• Dirigir automóveis:  O ato de dirigir não influencia o procedimento cirúrgico realizado, porém devido ao edema e desconforto no joelho, no inicio o paciente não possui controle total do membro aumentando assim o risco de acidente. Portanto, é prudente aguardar para voltar a dirigir ao menos até que se consiga andar com razoável conforto, 1 a 2 meses após a cirurgia.

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