Entorses de Repetição do Tornozelo

Home / Entorses de Repetição do Tornozelo

Órteses para Entorse do Tornozelo

O entorse do tornozelo é a lesão mais frequente durante a prática esportiva, correspondendo a até 25% das lesões. Frequentemente acomete também atletas e não atletas durante as atividades comuns, não esportivas. Sua gravidade é bastante variável, e enquanto alguns têm dor por poucos dias e apenas durante as atividades físicas, outros são incapazes de apoiar o pé no chão e ficam meses afastados do esporte.

Durante a recuperação, é importante que se busque o equilíbrio entre a necessidade de restrição do movimento e a mobilização precoce. Por um lado, a restrição de movimento pode ser necessária para permitir a adequada cicatrização dos ligamentos e a melhora do processo inflamatório; por outro lado, a mobilização precoce evita a atrofia da musculatura ao redor do tornozelo e ajuda no processo de remodelação do ligamento, permitindo a cicatrização com um tecido de melhor qualidade. Quanto mais grave a torção, maior a restrição necessária, que pode envolver o uso de gesso, talas, botas imobilizadoras, órteses funcionais ou bandagens, mas assim que possível estas devem ser substituídas por imobilizações com graus progressivamente menor de restrição.

Imobilizações rígidas:

 

 

 

 

 

 

 

 

Gessos, talas ou botas imobizadoras são consideradas imobilizações rígidas, uma vez que buscam evitar qualquer tipo de movimento no tornozelo. São utilizadas no período inicial do tratamento das lesões de maior gravidade, para permitir a cicatrização inicial dos ligamentos e a redução do processo inflamatório inicial. Dentre estas formas de imobilização, as botas têm a vantagem de poderem ser retiradas para a aplicação de gelo, além de facilitarem na hora do banho. São indicadas nas seguintes situações:

– Pacientes com incapacidade de apoio do peso do corpo sobre o tornozelo em função da dor;

– Inchaço significativo do tornozelo, quando o paciente apresenta dor mesmo para movimentos leves;

– Presença de extensas áreas de equimose (áreas roxas) ao redor do tornozelo, sugestiva de dano significativo aos ligamentos.

Os pacientes devem ser orientados usarem muletas e apoiarem o pé no chão conforme tolerado. Devem retornar após uma semana para reavaliação, quando a maior parte estará em condições de substituírem as imobilizações rígidas pelas órteses funcionais.

Órteses funcionais

São órteses que restringem os movimentos em varo e valgo (movimentos laterais, torcionais), mas permitem o movimento para cima e para baixo do tornozelo.

São indicados durante o tratamento inicial nos entorses moderados ou durante a progressão do tratamento nos entorses graves. A indicação para o uso destas órteses é quando o paciente apresenta dor para os movimentos torcionais e à palpação das estruturas laterais do tornozelo, mas são capazes de movimentar o pé para cima e para baixo e de apoiarem o peso do corpo sobre o tornozelo com razoável conforto.

O tempo de cicatrização de uma lesão ligamentar grave do tornozelo é de aproximadamente três meses. Ainda assim, 30 a 40% destes pacientes percistem com algum grau de dor seis meses após a torção, mesmo com o tratamento adequado e ao se excluir pacientes com eventuais lesões associadas. Isso decorre da atrofia e inibição muscular, perda do controle neuromotor (perda do equilíbrio) e de uma piora no alinhamento das fibras do ligamento, que dependem do movimento para uma adequada cicatrização.

O tratamento funcional com movimentação precoce visa minimizar os efeitos deletérios da imobilização, ao mesmo tempo em que provêm a estabilidade necessária – nem mais, nem menos, e podem auxiliar o paciente durante o processo de fisioterapia.

WhatsApp chat