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Tendinite no Joelho

TENDINITE PATELAR                           TENDINITE DA PATA DE GANSO

 ATRITO DA BANDA ÍLIO-TIBIAL

TENDINITE PATELAR

Veja no vídeo as explicações do Dr João Hollanda a respeito da Tendinite Patelar:

A Tendinite Patelar, também conhecida como “joelho do saltador”, é uma das patologias mais comuns em esportes que demandam saltos e desacelerações bruscas, como o vôlei, o basquete, o atletismo e o futebol, acometendo até 20% dos atletas destas modalidades. Caracteriza-se pela dor na frente do joelho que piora durante as aterrisagens de saltos.

O joelho, e mais especificamente as estruturas envolvidas em seu mecanismo extensor (tendão patelar, patela e musculatura do quadríceps) é a principal articulação envolvida na absorção e transmissão da energia gerada pelo contato do pé com solo. Quando a carga está além daquilo para o qual o tendão está condicionado, o paciente desenvolve a tendinite patelar.

Estão associados ao desenvolvimento da tendinite patelar a fraqueza da musculatura anterior da coxa (quadríceps) e erros na técnica de saltos, sendo o erro mais comum a aterrizagem com o joelho muito duro, sem permitir que o joelho se dobre. Nestes atletas, o músculo do quadríceps deixa de absorver parte da energia do impacto, sobrecarregando o tendão patelar e aumentando o risco de desenvolver a tendinite. São erros comuns inclusive entre atletas de alto rendimento.

Inicialmente, a sobrecarga levará a uma inflamação do tendão, sem que haja qualquer alteração em sua estrutura. Geralmente o paciente apresenta dor após uma atividade extenuante, melhorando rapidamente com o tratamento sintomático; caso a sobrecarga persista, o tendão pode apresentar áreas de micro-roturas, podendo então evoluir com desorganização de suas fibras e degeneração. Pode ocorrer o aparecimento de áreas de calcificação no meio do tendão e, por fim, há o risco de lesões incompletas ou mesmo o rompimento completo do tendão.

O que o paciente sente?

Os pacientes referem dor na frente do joelho, que piora após as atividades físicas. O ponto mais comum de dor é na origem do tendão, próximo do polo inferior da patela. Dependendo da duração dos sintomas, a tendinite patelar pode ser classificada em 4 fases:

Fase 1 – Dor apenas após a atividade, sem prejuízo funcional.
Fase 2 – Dor durante e após a atividade, embora o paciente ainda seja capaz de executar satisfatoriamente o seu esporte.
Fase 3 – Dor durante e após a atividade, com a dificuldade crescente na prática esportiva.
Fase 4 – Ruptura completa do tendão exigindo reparação cirúrgica.

DIAGNÓSTICO

A Ultrassonografia e a ressonância magnética são exames igualmente adequados para a detecção de anomalias do tendão, mas enquanto alguns pacientes ainda na fase mais inflamatória da tendinite podem apresentar um exame de imagem completamente normal, outros com alterações significativas nos exames podem não ter dor relacionada ao tendão. Desta forma, o exame clínico realizado pelo médico é mais importante do que os exames de imagem para o diagnóstico, e é ele que vai ditar o tratamento.

Uma vez feito o diagnóstico da tendinite patelar, exames para a avaliação de força (dinamometria, teste isocinético) ajudam na identificação de eventuais fraquezas ou desequilíbrios musculares, e exames de cinemática ajudam na avaliação do padrão de movimento na aterrizagem de saltos.

TRATAMENTO

Tratamento não cirúrgico

A maioria dos pacientes apresenta melhora significativa da dor com o tratamento não cirúrgico bem realizado. O gelo ajuda na melhora do processo inflamatório na fase aguda da dor; modificação da atividade com redução dos exercícios de impacto pode ser necessário nesta fase. Passada a fase aguda, o tratamento deve ter como foco um trabalho específico de fortalecimento muscular usando cadeia cinética fechada e exercícios excêntricos e a correção do movimento de aterrizagem nos saltos.

A fase final do tratamento envolve o Treino de propriocepção (equilíbrio) e pliometria, com retorno progressivo e assistido ao esporte. O uso de uma tira sub-patelar pode em alguns casos ajudar na dissipação da energia cinética na aterrizagem de saltos contribuindo para a melhora da dor.

Tratamentos alternativos

Nenhum tratamento alternativo deve ser tentado enquanto o paciente permanecer com fraquezas, desequilíbrios musculares ou técnica de aterrizagem inadequados. Nos poucos casos em que o tratamento acima não for suficiente para a melhora da dor, uma alternativa é o tratamento com terapia por ondas de choque.

Nesta técnica, uma máquina emite pulsos, semelhantes aos usados nas quebras de cálculos renais, sobre o tendão doente. Os resultados com a técnica, porém, ainda são controversos e, caso o paciente ainda persista com os desequilíbrios descritos acima, os resultados em médio prazo serão insatisfatórios.

Tratamento cirúrgico

Em geral, após falha do tratamento conservador, indica-se o tratamento cirúrgico. Não se deve confundir, porém, casos em que a fisioterapia foi mau aplicada ou insuficiente com falha no tratamento; casos nos quais a musculatura encontra-se fraca e desequilibrada ou a técnica de salto esteja sendo mal executada, é preciso que se insista no tratamento não cirúrgico, independentemente de quantas sessões de fisioterapia tiverem sido realizadas.
Os dois principais procedimentos cirúrgicos incluem a retirada de parte da ossificação e tratamento cirúrgico artroscópico da lesão tendínea.

TENDINITE DA PATA DE GANSO

Veja no vídeo as explicações do Dr João Hollanda a respeito da Tendinite Pata de Ganso:

tendinite da “pata de ganso” é um problema observado principalmente em corredores de longa distância e que provoca dor na região interna do joelho, um pouco abaixo da linha articular. Este é o local de inserção no osso de um conjunto de três tendões que se abrem em leque (sartório, grácil e semitendinoso), os quais guardam semelhança com o formato da pata de um ganso, dando origem a nomenclatura deste conjunto de tendões.

O problema é mais frequentemente observado em mulheres, diabéticos e obesos. Desequilibrios musculares principalmente no quadril (responsável por manter o alinhamento da perna) também estão relacionados ao desenvolvimento da tendinite. Muitos pacientes apresentam sinais radiográficos de artrose do joelho.

Diagnóstico

O ortopedista especialista em joelhos fará o diagnóstico é baseado nos sintomas, caracterizados por dor na face interna do joelho que piora ao subir e descer escadas, ao sair do carro ou ao acordar pela manhã. O paciente apresenta dor à palpação (digitopressão) na área de inserção e, ocasionalmente, inchaço local.

Estudos de ultrassonografia e de ressonância magnética não confirmam o diagnóstico clínico na maioria dos casos. Por outro lado, 30% dos indivíduos assintomáticos experimentam sensibilidade dolorosa na palpação profunda dessa região, e 5% de pessoas que não apresentam dor sobre a pata de ganso apresentam-se com exames de imagem compatíveis com a doença, o que gera maior confusão diagnóstica.

Alguns estudos colocam em dúvida a tendinite patelar como uma doença independente.

Tratamento

O tratamento na fase aguda envolve o uso de anti-inflamatórios por curto prazo, aplicação local de gelo e fisioterapia. Redução temporária da carga de treino ou até mesmo afastamento temporário da corrida pode ser necessário. Perda de peso e reequilíbrio muscular é importante para que se evite a reincidência do problema.

ATRITO DA BANDA ÍLIO-TIBIAL (“Síndrome do corredor”)

Veja no vídeo as explicações do Dr João Hollanda a respeito do Atrito da Banda Ílio -Tibial:

A síndrome do atrito da banda ílio-tibial, também conhecida como síndrome do corredor, caracteriza-se por uma inflamação da bursa que protege o trato ílio-tibial, uma banda de tecido fibroso localizado na face externa da coxa que se origina na musculatura glútea e termina abaixo do joelho.

O atrito ocorre predominantemente no contato do pé com o solo na fase de desaceleração da marcha, sendo um problema comum entre atletas que realizam muitos movimentos de dobrar e esticar o joelho, como corredores ou ciclistas.

Nesta síndrome, o atleta normalmente queixa-se de dor no lado de fora (lateral) do joelho, mas em alguns casos ela pode ser sentida perto do quadril. A dor piora ao descer escadas ou ao levantar-se de uma posição sentada.

Fatores de risco

São fatores de risco para a Síndrome do trato ílio-tibial:

– Fraqueza da musculatura glútea e do quadriceps.
– Correr em apenas um lado da rua: As ruas são inclinadas para os lados para escorrer a água da chuva, de forma que o pé afastado da calçada fica mais alto do que o que está próximo a ela. O quadril fica desnivelado e a perna que está mais elevada (normalmente o lado esquerdo) fica mais predisposto a desenvolver o atrito. O mesmo é válido para corridas na praia.
– Corridas em declives: Treinos em ladeiras sobrecarregam a musculatura glútea, e atletas com déficit desta musculatura tendem a desenvolver o atrito da banda ílio-tibial.

Tratamento

O ponto principal do tratamento envolve o fortalecimento e alongamento dos glúteos e do trato ílio-tibial; faixas de compressão no local da dor podem ajudar temporariamente; inverter o sentido da corrida e evitar treinos em ladeiras também são medidas a serem consideradas. Afastamento temporário das atividades de corrida / ciclismo pode ser necessário em alguns casos.

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